Pensando em investir em ações? Principais catalisadores dos mercados em 2014.





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Antes de qualquer coisa, é preciso entender que a renda variável tem como principal característica a volatilidade acentuada. Assim, o princípio é que arriscando mais, você terá a possibilidade de auferir rentabilidades maiores. Imprescindível que você trace um objetivo (retorno esperado, tempo do investimento, dentre outros aspectos) e foque nele independentemente dos movimentos dos mercados.

Porém, antes de selecionar empresas é crucial que você tenha em mente alguns catalisadores que desempenharão papéis importantes nos mercados no presente ano.

Impasses políticos nos Estados Unidos

Republicanos e democratas estão em ‘guerra’ e os cidadãos americanos em segundo plano. Derrotada duas vezes pelo atual presidente Barack Obama, a ‘direita’ (republicanos) que detém a maioria na Casa dos Representantes já sinalizou sua disposição em travar votações importantes no Parlamento americano para “arranhar” a imagem do governo.

Em um contexto de endividamento crescente (hoje a dívida americana está em torno de 16 trilhões de dólares), o governo necessita mais do que nunca de sua credibilidade internacional para continuar vendendo títulos no mercado para manter a máquina pública funcionando. Com a proximidade das eleições legislativas em 2014 e as presidenciais em 2016, imagine as tensões que serão levadas aos mercados pelo jogo político americano.

Downgrade brasileiro

A dívida que o governo brasileiro vende no mercado internacional possui classificações dadas pelas agências de classificação de risco. Basicamente, é como pensar em dois amigos seus, o João e o Rafael. O primeiro paga tudo que te deve na data acertada com os juros acordados. Já o Rafael costuma atrasar os pagamentos e reluta em pagar as taxas negociadas.

O João tem uma boa classificação de risco e, portanto, não tem dificuldade em adquirir empréstimos; O Rafael, ao contrário, tem o nome sujo na praça e, dificilmente, receberá novos empréstimos, ao menos antes de saldar suas dividas anteriores.

A mesma coisa está acontecendo com o Brasil: com um endividamento crescente, balança comercial encolhendo (o que traz menos divisas ou dólares para o País), inflação muito próxima do teto estabelecido pelo governo e crescimento econômico bem modesto, os investidores estão começando a desconfiar da capacidade brasileira de saldar suas dívidas.

China

A China contribuiu bastante para a sustentação econômica de vários países durante a crise financeira de 2008 e as questões relacionadas com as dívidas soberanas na Europa. O que foi ruim poderia ter sido bem pior se a economia chinesa não tivesse apresentado crescimentos substanciais.

O problema é que a manutenção do crescimento econômico chinês se deu mediante injeções fortíssimas de capital na economia (o governo injetou muito dinheiro em projetos de infra-estrutura, por exemplo) e, por conseguinte, o País apresenta hoje um endividamento de 200% em relação ao seu PIB, ou seja, para cada unidade monetária adquirida em empréstimo, a China produz apenas meia unidade monetária de riqueza.

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Além disso, fala-se numa bolha imobiliária que caso “estoure” terá efeitos devastadores na economia chinesa com implicações substanciais para o Brasil. No caso da bolsa brasileira, o impacto será substancial por dois motivos: contaminação das ações da Vale do Rio Doce, que exporta quantidades substanciais de minérios para o país asiático e pela percepção inevitável de esfriamento da economia global resultante de problemas na China.

Eleições

Os investidores estão fartos de tantas interferências do governo nas empresas. O Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal foram obrigadas em 2012 a reduzir taxas de juros para forçar outros bancos a tomarem a mesma atitude. Ainda em 2013, em face da inflação, a taxa de juros voltou a subir.

A Petrobrás é o caso mais emblemático: “enforcada” em sua rentabilidade devido ao não reajuste dos preços dos combustíveis com base nas cotações do mercado internacional, a empresa vem apresentando resultados pífios cujas conseqüências vêm sendo o ‘derretimento’ do valor das ações e fortes ataques especulativos (de vendas) sobre os ativos da estatal, o que penaliza fortemente os pequenos investidores, funcionários da Petrobrás a quem foram oferecidos papéis e os grandes fundos de pensão nacional.

Tudo isso para manter a inflação sobre controle e assegurar a reeleição daqueles que se encontram hoje no poder.

Portanto, evite empresas com altos riscos políticos.

Sobre o autor: Artur Salles Lisboa de Oliveira

Formado em administração de empresas e possui 6 anos de experiência na BM&F Bovespa nos segmentos à vista e futuro. Profissional com certificações Cpa-20 (Anbima) e Ancord. Presta consultoria de investimentos para sites especializados. Colaborador de jornais no Exterior acerca do mercado financeiro brasileiro.


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