Desmistificando a Bolsa de Valores (Parte 2).





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É necessário muito dinheiro para se tornar um investidor?

Não! O valor mínimo para investir na Bolsa de Valores é igual à menor cotação de uma ação negociada mais as taxas cobradas pela corretora para a intermediação da operação e os emolumentos cobrados pela BM&F Bovespa.

Em termos práticos, isso significa que se uma ação de uma empresa valer 1 centavo, você pode se tornar um investidor ou acionista desembolsando 1 centavo mais os encargos mencionados no parágrafo anterior. Evidente que o exemplo dado teve um caráter meramente ilustrativo, já que ninguém vai comprar um título por 1 centavo, sendo que os custos operacionais atingirão o valor de 10 reais, no mínimo.

Uma roleta de um cassino que pode parar em qualquer lugar?

Existe uma nítida seleção natural nos mercados acionários, ou seja, os mais fortes e os mais adaptados prevalecem em relação aos mais fracos. Portanto, é evidente que os grandes bancos de investimentos munidos de tecnologias avançadas, pessoal qualificado, informações privilegiadas e volumes financeiros fantásticos para criar tendências têm mais chances de lucrar do que as pessoas físicas. Por outro lado, pela maior exposição, os “tombos” desses players são gigantescos.

Do lado das pessoas físicas, os mais adaptados, ou seja, aqueles que resistem mais às pressões da volatilidade inerente às bolsas de valores têm maior probabilidade de serem bem sucedidos. E lembremos: as grandes distorções nas cotações de ativos tendem a serem ajustadas com o tempo. Portanto, quedas ou altas exageradas se tornam grandes oportunidades.

O mito do ‘tudo se resolve’.

Os investidores de bolsas de valores tendem a ser inabaláveis otimistas. Em momentos críticos de quedas exageradas, por exemplo, a tendência inicial é de negação, ou seja, de não se conformar com o que está acontecendo e acreditar que no dia seguinte os preços se recuperarão. As pessoas transferem a culpa por uma decisão equivocada para o mercado; jamais reconhecem seus próprios erros.

Depois do baque pela perda e o reconhecimento parcial de algum erro de análise, os investidores tendem a, impulsivamente, tentar corrigir o problema mediante a compra de mais títulos para uma “quebra” do preço médio. Como existe – mesmo que tardio – um ajuste natural dos preços em movimentos bruscos, a sensação que fica é que tudo um dia se resolve. Mas há casos de empresas cujos papéis jamais retornaram aos patamares de outrora.

Só se ganha com a valorização dos papéis.

Este é um dos mais restritivos mitos existentes no mercado acionário e decorre da desinformação das pessoas em relação à variedade de operações possíveis e à aversão dos brasileiros em relação aos investimentos em renda variável. Esqueça as manchetes errôneas que afirmam que a renda fixa superou o Ibovespa. Em momentos críticos de quedas acentuadas, existe um leque amplo de ferramentas para assegurar rentabilidade.

Evidente que tais operações requerem mais estudo, já que apresentam algumas peculiaridades como datas de vencimento, necessidade de contas margens, em alguns casos ajustes diários de posições, dentre outras coisas, mas não é nada de extrema complexidade que restrinja o acesso de pessoas físicas.

Caso tenha interesse, leia o primeiro artigo da série “Desmistificando a Bolsa de Valores”.

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Em um próximo artigo tentarei detalhar melhor cada operação para a obtenção de lucros com a desvalorização dos títulos.

Sobre o autor: Artur Salles Lisboa de Oliveira

Formado em administração de empresas e possui 6 anos de experiência na BM&F Bovespa nos segmentos à vista e futuro. Profissional com certificações Cpa-20 (Anbima) e Ancord. Presta consultoria de investimentos para sites especializados. Colaborador de jornais no Exterior acerca do mercado financeiro brasileiro.


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