Desmistificando a Bolsa de Valores





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As bolsas de valores carregam um forte preconceito em decorrência da volatilidade e imprevisibilidade existentes e, por isso, muitos as caracterizam como verdadeiros cassinos cujos movimentos dependem da sorte – ou dos interesses dos grandes jogadores dos mercados. Apesar das críticas – e é inquestionável que os mais “fortes” manipulam cotações no ambiente bolsístico em detrimento dos mais “fracos” – é um grande equívoco não reconhecer o papel desempenhado pelos mercados acionários para o desenvolvimento econômico dos países.

Dentre as funções exercidas, é imperativo salientar: a importância das bolsas de valores como instrumentos de captação de recursos para as empresas financiarem seus projetos de longo prazo; a contribuição dos mercados como ferramentas de ampliação das poupanças das famílias; por fim, o papel de precificador das condições econômicas e corporativas refletidas nos preços dos ativos.

Além do mencionado, no momento em que uma empresa abre seu capital e permite a pulverização de sua estrutura acionária recai sobre ela todo um escopo jurídico fiscalizado pelos entes responsáveis. Portanto, as companhias passam a seguir uma série de exigências legais que protege os interesses dos investidores minoritários, cujas posições acionárias não possibilitam poder decisório sobre os rumos das companhias. Em outras palavras, as corporações desfrutam dos benefícios de serem listadas em bolsas e, em contrapartida, devem se unir ao grupo das empresas que atuam com máxima transparência.

As funções desempenhadas estão expostas: fonte de recursos para as empresas crescerem e, dessa forma, produzirem mais; uma alternativa de acréscimo dos níveis de poupança das famílias e, assim, maior grau de consumo; uma referência do humor dos indivíduos e dos empresários quanto aos rumos da economia; por fim, um ambiente legal rigoroso na prestação de contas corporativas para investidores. Por qual razão ainda há tamanha relutância em investir em companhias brasileiras?

A resposta mais óbvia é: extinto de sobrevivência. Evidente que ninguém quer perder dinheiro e no ambiente bolsístico a probabilidade disso acontecer parece bastante elevada, mas na bolsa é preciso mensurar a relação risco/retorno, ou seja, o quanto você está eventualmente disposto a perder pela possibilidade de auferir um determinado ganho. Sem responder a essa indagação e na ausência de um plano de vôo bem definido que inclua o horizonte de tempo do investimento, está provado que a volatilidade dos mercados induzirá, em algum momento, os investidores ao erro. Não há outro caminho.

Os brasileiros carecem de uma cultura de investimentos de longo prazo, que ignore os movimentos bruscos do dia a dia e vislumbrem os ganhos em períodos mais espaçados. A esse conservadorismo pode ser atribuído o histórico de elevadas taxas de juros no Brasil. Em 1997, a taxa SELIC se encontrava no patamar de 37,47% a.a, ou seja, o governo – o melhor pagador da praça – oferecia quase 40% para conseguir um empréstimo com você por um ano. Até 2005, a taxa básica da economia se encontrava bem próxima dos 20%. Logo, como convencer alguém a se arriscar na renda variável quando a lembrança de ganhos sem riscos com os produtos de renda fixa está tão recente?

Os caminhos são muitos: primeiro, criar um ambiente econômico estável cujas flutuações da taxa de juros sejam moderadas e a ameaça inflacionária mínima. Segundo, atrair o konw-how estrangeiro para o aperfeiçoamento tecnológico nacional e uma melhor qualificação da mão de obra local – o que permitirá um fluxo eficiente de informações dentro do país; por fim, uma competição acirrada entre bancos e corretoras levando a investimentos pesados em publicidade para a atração de novos clientes e, por conseguinte, popularizando os investimentos em renda variável.

Com mais pessoas interessadas em bolsas de valores, a tendência natural é que paradigmas sejam derrubados. Dentre eles, vale destacar a noção equivocada que a maioria dos indivíduos tem que ganhos somente são auferidos com a valorização dos ativos. Ledo engano. É possível obter rentabilidades fantásticas apostando na desvalorização dos papéis mediante operações de vendas cobertas e descobertas – cujas peculiaridades deixarei para uma próxima oportunidade. Portanto, quando se vê nas manchetes dos jornais que o Ibovespa amargou prejuízos comparativamente com a renda fixa lembre-se que muitos se beneficiaram com as quedas. E você também pode tirar proveito desses momentos.

O desconhecimento assusta e as capas dos jornais dramatizam situações corriqueiras nos mercados acionários. A crise financeira de 2008 e suas repercussões sem precedentes no mundo inteiro deixaram cicatrizes que levarão décadas para serem apagadas. Milhares de brasileiros perderam parte de suas poupanças por conta do pânico que se instalou. Mas não esqueçamos: quando o desespero predominar e todos estiverem vendendo é a hora de assumir posições contrárias comprando ativos. E o tempo dirá quem tomou a decisão correta.

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Portanto, o aspecto crucial para ser bem sucedido nos mercados acionários é ter um objetivo e segui-lo rigorosamente – independentemente do que os investidores em geral estão fazendo. No jargão do mercado financeiro, fazer a mesma coisa que os outros é acompanhar a manada. Não faça isso. Mantenha uma relação estreita com os consultores de sua corretora, debruce-se sobre planilhas e gráficos e tome suas próprias decisões. O rebanho muda de opinião com mínimas alterações atmosféricas e você não será capaz de prevê-las. E, dessa forma, o tempo premiará você com bons resultados.

Sobre o autor: Artur Salles Lisboa de Oliveira

Formado em administração de empresas e possui 6 anos de experiência na BM&F Bovespa nos segmentos à vista e futuro. Profissional com certificações Cpa-20 (Anbima) e Ancord. Presta consultoria de investimentos para sites especializados. Colaborador de jornais no Exterior acerca do mercado financeiro brasileiro.


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