November 20 2014

Andréia Silveira

Boi Gordo, Milho e Café: uma nova forma de investir





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Por: Toro Radar

Boi Gordo, Café e Milho podem ir além de bons ingredientes

O investimento na bolsa de valores geralmente é pensado como sendo composto apenas pela compra e venda de ações. Na verdade, ele vai muito além disso e num ambiente econômico marcado por grandes desafios como o atual, conhecer outras frentes de oportunidade que a bolsa proporciona ao investidor é muito importante para seu sucesso no mercado. No artigo de hoje, vamos apresentar alguns contratos futuros agrícolas que têm tido papel importante na construção de resultados em 2014. Se você ainda não conhece a BM&F, sugiro que leia esse artigo sobre como funciona o mercado futuro.

O que são esses contratos?

Os contratos futuros são ativos financeiros cuja oscilação de preço representa a mudança na cotação de um determinado ativo ou mercadoria. Por exemplo: o contrato futuro de milho expressa a oscilação do preço da saca dessa commodity. Dessa forma, quem compra um desses contratos ganha dinheiro quando o milho sobe e perde quando ele cai. A lógica dessa movimentação é quase a mesma que se aplica a uma ação: quando a ação sobe, quem comprou, ganha dinheiro.

Ao contrário das ações, entretanto, não é preciso ter o valor que está sendo negociado para poder comprar um desses contratos. Para quem vai comprar R$ 10.000,00 em ações de uma empresa como o Itaú, é preciso ter esse dinheiro em conta. Por outro lado, quem vai comprar R$ 10.000,00 em Boi Gordo ou Café só precisa ter uma fração desse valor na chamada margem de garantia. Isso ocorre porque quem compra esses contratos não receberá o milho ou o café, mas sim arcará com sua oscilação de preços. Com essa estrutura, é preciso menos dinheiro para operar e fica mais fácil mesclar mercado futuro e investimentos em ações.

Como e por que operá-los?

Para operar os contratos futuros agrícolas ou financeiros o investidor faz a mesma coisa que faria para comprar ações: basta, depois de escolher o ativo que será comprado e a que preço, abrir o Home Broker e enviar a ordem de compra para começar a participar do mercado. Com isso, o investidor já passa a receber ou pagar a oscilação de preço daquele ativo que foi comprado. Por exemplo, se uma pessoa compra um contrato de Boi Gordo a R$ 145,00/arroba, ela ganha R$ 330,00 para cada R$ 1,00 que arroba subir e perde o mesmo valor para cada R$ 1,00 que ela cair. Para cada contrato há uma especificação de tamanho que demonstra a qual valor o investidor está se expondo.

Além do potencial de retorno atrativo e da possibilidade de alavancagem, há uma outra razão que justifica a operação com contratos futuros: diluição de risco. Como os fatores que influenciam o preço da carne bovina ou de commodities agrícolas tendem a ser muito diferentes daqueles que atingem a formação do preço das ações, os contratos futuros representam uma forma eficiente de diversificação de riscos. Dessa forma, sua inclusão na carteira permite que o investidor acesse um universo de investimentos mais amplo que apenas ações e faça isso de forma estratégica com objetivo de reduzir a exposição de seu patrimônio a oscilações de um único tipo de ativo.

Sobre o autor: Márcio Placedino, CNPI-T, atua no mercado de ações há 9 anos e é membro da equipe do http://www.tororadar.com.br desde 2010, onde atua como instrutor de cursos e como analista. Estudou administração de empresas no IBMEC de Minas Gerais e Direito na Universidade Federal de Minas Gerais. Possui a certificação de Planejador Financeiro CFP® – Certified Financial Planner e é Consultor de Valores Mobiliários registrado na CVM.

Sobre o autor: Andréia Silveira

Andréia Silveira está cursando Turismo e fez diversos cursos na área de tecnologia. É escritora freelancer e tem uma enorme paixão pela escrita, com o interesse na criação e publicação de artigos de qualidade em diversas áreas do conhecimento.


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